No dia 28 de março, o Auditório São José reuniu representantes das 69 comunidades que foram convidadas para participar de um momento de formação fundamental para o Ministério de Música e Animação de nossa paróquia.
O encontro teve como objetivo principal alinhar o serviço musical à vida celebrativa, reforçando que o canto na Missa é uma extensão da própria Palavra de Deus e um serviço direto à liturgia.
A formação teve início com uma oração fervorosa, pedindo que o Espírito Santo guie o trabalho dos músicos. Logo após, foi exibido um vídeo do músico Ângelo La Cerda, que trouxe uma reflexão importante: os principais desafios da música católica hoje não estão na técnica de cantar ou tocar bem, mas sim na fidelidade à liturgia.
Foi enfatizado que os ministros de música devem buscar o conhecimento das Sagradas Escrituras e dos documentos da Igreja, garantindo que o louvor esteja sempre em sintonia com o rito celebrado.
Durante a reunião, as partes da missa foram detalhadas para orientar melhor as equipes:
Partes Ordinárias (Fixas): Como o Ato Penitencial, o Glória, o Santo e a Oração Eucarística. Recordou-se a importância de seguir as letras oficiais, como a fórmula correta do Ato Penitencial e a nova tradução do Missal, que pede a expressão “minha culpa” três vezes.
Partes do Próprio (Variáveis): Cantos que mudam conforme o dia (Entrada, Salmo, Aclamação, Oferendas, Comunhão e Despedida).
Destaque para as Sequências: Explicou-se que a Sequência é obrigatória na Páscoa e em Pentecostes, mas que, na tradição de nossa paróquia, também é realizada solenemente em Corpus Christi.
O encontro também serviu para esclarecer dúvidas práticas que surgem no dia a dia das comunidades:
Canto de Despedida: Reforçou-se que o termo correto é “Canto de Despedida” (e não final) e que ele deve sempre fazer referência à liturgia do dia.
A Comunhão dos Músicos: Foi passada uma orientação clara para evitar riscos com as partículas da Eucaristia. Os cantores não devem comungar antes da assembleia. A recomendação é que, ao perceberem que a fila do ministro mais próximo está terminando, os músicos entrem na fila de forma organizada, mesmo que a comunhão ainda continue em outros setores da igreja.
A formação foi um chamado à humildade e ao estudo. Como frisado durante o evento, o músico precisa conhecer a liturgia para não orientar a comunidade de forma equivocada, transformando sua arte em uma verdadeira ponte para o Sagrado.

