No dia 7 de março, as coordenações dos setores São José Operário, Sagrada Família, Santo Antônio, Nossa Senhora da Penha, Nossa Senhora da Guia e Imaculado Coração de Maria participaram de uma formação fundamental. O encontro focou na organização das comunidades à luz dos artigos 11 ao 21 do Diretório Diocesano, reforçando que a missão da Igreja exige zelo, ordem e transparência.
O CPC
A formação reafirmou que a comunidade não possui um “dono”, mas sim um conselho. O CPC (Conselho Pastoral Comunitário) é o centro das decisões e deve atuar de forma coletiva. Para que esse corpo funcione bem, cada membro da coordenação tem funções específicas e complementares:
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Coordenador(a): Atuam como os grandes articuladores da comunidade. Sua função não é centralizar o poder, mas sim organizar e conduzir as reuniões, garantindo que todos os grupos e pastorais sejam ouvidos. O coordenador deve ser aquele que delega funções, motivando novos líderes e cuidando para que a caminhada pastoral esteja em sintonia com a Paróquia.
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Secretário(a): São os guardiões da história da comunidade. A função vai muito além de anotar nomes; eles são responsáveis pela Ata, o documento oficial que registra cada passo, decisão e evento da comunidade. Sem uma secretaria organizada, a memória do povo de Deus se perde no tempo.
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Tesoureiro(a): Atuam como zeladores do “dinheiro de Deus”. Relembraram que os recursos financeiros são fruto da oferta e do sacrifício dos fiéis e, por isso, pertencem à Igreja e não ao indivíduo. A função exige transparência absoluta, com prestações de contas regulares ao CPC e à Paróquia, sempre zelando pela honestidade e pela boa aplicação dos dízimos e ofertas.
CAEp
O CAEp (Conselho de Assuntos Econômicos Paroquiais) reforçou seu papel como a parte técnica que cuida da saúde financeira da nossa Paróquia. Como a Igreja é, perante as leis civis, uma Pessoa Jurídica (CNPJ), todas as ações precisam de rigor administrativo.
Foi solicitado que qualquer projeto de reforma ou construção, mesmo que a comunidade possua recursos em caixa, tenha aprovação prévia do CAEP. Essa medida é essencial para garantir a correta emissão de notas fiscais e o cumprimento das obrigações legais, protegendo a Paróquia e as próprias lideranças comunitárias.
Pastoral da Solidariedade
A Pastoral da Solidariedade apresentou seus projetos sociais, que hoje auxiliam entre 88 e 110 famílias mensalmente, tendo alcançado a marca de 200 famílias atendidas em períodos de maior necessidade. O trabalho é mantido com o apoio dos fies que realiza eventos para arrecadar recursos.
Reforçaram que a pastoral “não tem religião”: a maioria das famílias assistidas pertence a outras denominações, mostrando que a Igreja olha com os olhos de Deus para a necessidade do próximo. A coordenação da pastoral reafirmou que todas as comunidades (urbanas e rurais) com famílias em situação de vulnerabilidade podem solicitar cestas básicas, roupas e equipamentos (como cadeiras de rodas e camas hospitalares). A retirada dos itens na sede da pastoral deve ser feita exclusivamente pelo coordenador ou membro da coordenação da comunidade.
Caminhada Sinodal (2026–2028)
Durante o encontro, informaram às coordenações que nossa paróquia já montou a Equipe Paroquial de Implementação do Sínodo, que conta com representantes de diversas pastorais, serviços e movimentos. Esta equipe atuará em comunhão com o Regional Norte e a equipe diocesana, sob a coordenação do Padre Mendonça, da Paróquia São José, em Ji-Paraná.
Ressaltaram que, para este processo ocorrer de forma tranquila e frutuosa, é fundamental o apoio incansável das coordenações e o engajamento de todas as comunidades. Este caminho de escuta, iniciado pelo Papa Francisco e continuado pelo Papa Leão XIV, terá sua nova etapa entre 2026 e 2028.
Pediram atenção especial aos prazos e à participação de todos:
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16 de Março: Todas as comunidades receberão uma carta com perguntas que devem ser respondidas a nível comunitário, conforme o que julgarem melhor para a realidade local.
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15 de Maio: Prazo final para o envio das respostas à Secretaria Paroquial.
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Próxima etapa: A equipe paroquial resumirá as contribuições em um documento de até 10 páginas, que será enviado para a Diocese e, sucessivamente, ao Vaticano para a Assembleia do Sínodo em 2028.
Transparência e Rateio Paroquial
Encerrando o encontro, apresentaram o balanço consolidado de 2025, reafirmando o compromisso com a clareza na gestão dos recursos da Igreja:
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Entradas: R$ 5.579.286,94
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Saídas: R$ 5.458.332,94
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Saldo Atual: R$ 1.779.065,35 (Este montante inclui os recursos dos organismos paroquiais — pastorais, movimentos e serviços —, e da reserva paroquial).
Quanto ao planejamento para 2026, informaram que o valor do rateio paroquial foi fixado em R$ 24.939,00. Explicaram que o reajuste de 8% foi definido com base no que ficou acordado entre as comunidades na última Assembleia Paroquial. Naquela ocasião, decidiram que o rateio seguiria o índice de aumento da Diocese; como a Diocese reajustou o valor do repasse diocesano em 8%, a Paróquia repassou o mesmo índice para todas as comunidades.
Essa medida foi apresentada como essencial para garantir a saúde econômica de nossa estrutura e a continuidade dos trabalhos de evangelização em toda a paróquia.

